13 de mai. de 2011

Cléber Alves - "Ventos do Brasil"

O saxofonista, compositor e arranjador mineiro Cléber Alves é a atração de junho do da Série BH Instrumental. O projeto, que traz ao público mineiro concertos públicos e gratuitos, com instrumentistas de primeira linha, acontece mensalmente, alternando o endereço entre as praças Floriano Peixoto e Praça da Saúde.

A única apresentação de Cléber Alves será no dia 13 de maio, na Praça Floriano Peixoto, em Santa Efigênia, às 20 horas.

A Série BH Instrumental é uma realização da Veredas Produções em parceria com o Instituto Unimed-BH, através de doações de pessoas físicas e conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, fazendo parte do Circuito UNIMED-BH.

O show de Cléber Alves marca o lançamento de seu novo CD, "Ventos do Brasil". Ele toca acompanhado por uma banda de primeira, com André "Limão" Queiroz (bateria); Enéias Xavier (baixo acústico); Marcos Flávio (trombone); Roberto Júnior (sax barítono e tenor) e Chico Amaral (sax alto e tenor).

E conta com participações especialíssimas de amigos e mestres: Carlos Malta
(flauta e sax), Mauro Rodrigues (flauta), Nivaldo Ornellas (sax tenor) e Teco Cardoso (flauta e sax).

“Ventos do Brasil” é o resultado de uma pesquisa que utiliza uma formação correspondente a de banda de música, expressão comum da cultura mineira. Nele, os sopros vêm acompanhados de bateria e contrabaixo, em substituição à percussão e à tuba, características da banda. Também não são utilizados instrumentos de harmonia como o piano, o violão ou a guitarra. Os arranjadores ficam livres para fazer propostas e escolhas, e participam com suas composições autorais. “O trabalho é feito a partir do encontro de músicos vindos de uma mesma origem. Buscamos criar uma unidade que ressalta nossa diversidade sonora”, afirma Cléber Alves.

Dois mestres da música instrumental assinam os arranjos: Nivaldo Ornellas e Paulo Moura, ambos saxofonistas que marcaram a geração dos anos 80 e influenciaram vários outros que vieram posteriormente entre eles, Carlos Malta e Teco Cardoso, também saxofonistas que até hoje contribuem com seus trabalhos para a sonoridade do sax, além do flautista e pesquisador Mauro Rodrigues.
Compositor, arranjador e instrumentista Cléber foi aluno de Nivaldo Ornellas e Paulo Moura e construiu uma carreira sólida, com uma mistura criativa de técnica impecável, bom gosto nas interpretações e composições ricas e originais.
Boa parte de sua formação foi durante os dez anos em que morou na Alemanha. Ele fez graduação e mestrado em jazz e música popular na Universidade de Mùsica de Stuttgart . E lá mesmo lançou dois discos excepcionais: "Temperado" e "Saxophonisches Ensemble B".
De volta ao Brasil, gravou "Revinda", que mereceu o Prêmio Marco Antonio Araújo de Melhor Disco Instrumental de 2006.
Na Alemanha, tocou em festivais de jazz onde participaram músicos como Bobby McFerrin, Lionel Hampton, Chucho Valdés, Ralph Towner, John Taylor, Jerry Bergonzi, entre outros. Ainda na Europa participou de shows na Suíça, Holanda, França e Espanha.
No Brasil, grava e toca ao lado de músicos como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira, Wagner Tiso,Túlio Mourão, Chico Amaral, Ed Motta, Flávio Henrique, Weber Lopes, Sérgio Santos, Zeca Assumpção, André Mehmari, Toninho Ferragutti, Alda Rezende, Gilvan de Oliveira, Hamilton de Yolanda, Paulinho Pedra Azul, Selma Carvalho e outros.
Participou do Festival "Tudo é Jazz" de Ouro Preto com seu trabalho solo, como instrumentista nos shows de Túlio Mourão, Chico Amaral, Alda Rezende e como solista da bigband da compositora e arranjadora Maria Schneider.
Em 2008 sua participação no "Tudo é Jazz" aconteceu na noite de Milton Nascimento, tocando com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais ao lado dos cantores Pedro Morais, Kadu Vianna, Júlia Ribas e outros.
Tocou também no TIM Festival de Valadares, Festival de Jazz de Ipatinga, Savassi Festival em BH e Festa da Música de Belo Horizonte.
Faz, constantemente, turnês pela Alemanha e por outros países da Europa.

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